Montezzi Contabilidade • 2 de janeiro de 2026

Como advogados em Santos podem se preparar para a chegada do IVA em 2026?

Como advogados em Santos podem se preparar para a chegada do IVA em 2026

Advogados em Santos podem se preparar para o IVA em 2026 revisando o regime tributário, organizando despesas, simulando a incidência da CBS e IBS e ajustando cadastros e contratos para reduzir impactos da Reforma Tributária.

A chegada do IVA — representado no Brasil pela CBS e pelo IBS — altera profundamente a forma de tributação dos serviços jurídicos. Para advogados em Santos, essas mudanças influenciam diretamente a gestão financeira dos escritórios, o regime tributário ideal, o aproveitamento de créditos e o custo operacional. Por isso, a preparação para 2026 deve começar imediatamente, com análise criteriosa de faturamento, despesas e enquadramento fiscal.


Atualmente, muitos advogados atuam como pessoa física, sociedade uniprofissional ou empresa optante pelo Simples Nacional. Cada uma dessas estruturas sofrerá impactos diferentes com a migração para o IVA. O novo modelo cria alíquotas unificadas e amplia o creditamento, tornando necessário revisar todo o processo fiscal para evitar aumento indevido de impostos.


Além disso, o IVA exige organização documental e adequação de contratos, cadastros e sistemas internos. Escritórios de advocacia que não se prepararem para a CBS e IBS podem perder créditos, ficar expostos a inconsistências fiscais ou pagar tributos acima do necessário. Com planejamento, no entanto, é possível transformar a Reforma Tributária em oportunidade de economia.


Por fim, advogados em Santos devem utilizar 2025 como ano-chave para revisão completa da operação fiscal. Simulações, auditorias de notas fiscais, análise de CNAE e atualização de processos são passos essenciais para garantir segurança e competitividade após a implantação definitiva do IVA.

Como o IVA muda a tributação de serviços jurídicos em 2026?

O IVA unifica a cobrança de diversos tributos e padroniza as regras de incidência sobre serviços jurídicos. Hoje, advogados lidam com um cenário fragmentado: ISS municipal, PIS, COFINS e, em alguns casos, IRPJ e CSLL conforme o regime adotado. Com a chegada da CBS e do IBS, esses tributos serão substituídos por um sistema único, simplificando o recolhimento, mas exigindo mudanças estruturais no cálculo.


A principal alteração está na base de cálculo. O ISS de Santos, que varia entre 2% e 5%, deixará de seguir regras municipais isoladas e passará a compor a alíquota nacional do IBS. Isso pode gerar aumento ou redução do imposto, dependendo da regulamentação final e da atividade exercida. Escritórios com alto volume de demandas corporativas precisam simular essa transição.


Outro ponto relevante é a ampliação do creditamento. O IVA permitirá que advogados aproveitem créditos sobre despesas essenciais, algo que hoje não ocorre no Simples e é limitado no Lucro Presumido. Escritórios com muitos custos podem se beneficiar mais do novo sistema, reduzindo o imposto efetivo.


Por isso, entender a dinâmica do IVA é fundamental para definir decisões estruturais, como regime tributário, precificação dos serviços e organização financeira.

Advogados no Simples Nacional serão impactados pelo IVA?

Sim. Embora o Simples Nacional continue existindo após 2026, ele deixará de ser automaticamente a opção mais vantajosa para todos os escritórios de advocacia. Advogados que trabalham com equipe reduzida e poucos custos podem continuar beneficiados, mas escritórios maiores — ou que possuem despesas significativas — podem pagar mais impostos se permanecerem no Simples.


O grande diferencial do IVA é o crédito. Como o Simples não permite aproveitamento de créditos da CBS e IBS, escritórios que investem em aluguel, softwares jurídicos, secretaria, marketing, tecnologia, automação e serviços terceirizados podem economizar mais fora do Simples. Esse cenário exige simulações específicas para cada estrutura societária.


Outro ponto crítico é a faixa de faturamento. Escritórios próximos ao limite do Simples ou que pretendem expandir em 2026 devem analisar a possibilidade de migração antecipada para evitar aumento de custos. O IVA muda completamente o equilíbrio entre regimes.


Por isso, advogados que dependem de previsibilidade financeira devem iniciar seu planejamento tributário ainda em 2024–2025.

Como os escritórios de advocacia podem usar créditos do IVA para reduzir impostos?

O creditamento é uma das maiores oportunidades para advogados pagarem menos impostos após a implantação do IVA. O sistema permitirá que escritórios abatam parte do imposto devido com base em despesas essenciais da atividade jurídica, desde que estejam documentadas corretamente.

Despesas comuns de escritórios de advocacia que podem gerar créditos

  • Aluguel de salas, coworking e estrutura física.
  • Softwares jurídicos, ERPs e plataformas de atendimento.
  • Serviços terceirizados (secretariado, pesquisa, marketing, TI).
  • Energia elétrica, internet, telefonia e insumos administrativos.
  • Contratação de correspondentes e serviços de apoio.


Para que o crédito seja validado, notas fiscais precisam estar emitidas com CNAE e descrição compatível com a atividade jurídica. Escritórios desorganizados podem perder créditos relevantes e pagar mais do que o necessário.



A adoção de rotinas de compliance fiscal e revisão documental será crucial para economizar com IVA.

Qual será o melhor regime tributário para advogados em Santos em 2026?

Não existe resposta única. O regime ideal depende do porte do escritório, volume de despesas, número de sócios, estrutura de equipe e projeção de faturamento. O Simples Nacional pode seguir vantajoso para micro escritórios com operação enxuta. Já escritórios com custos recorrentes e alto uso de tecnologia podem encontrar vantagens no Lucro Real, onde o creditamento é maior.


O Lucro Presumido continuará sendo opção para muitos advogados, mas a Reforma pode reduzir sua competitividade caso o escritório não tenha estrutura enxuta. Como o IVA altera a lógica do cálculo, será necessário revisar projeções financeiras para 2026, comparando os três cenários de forma técnica.


Outro ponto sensível é o CNAE. Escritórios com CNAE incorreto podem pagar alíquotas maiores ou perder direito a créditos. Corrigir esse enquadramento antes da migração é parte essencial do planejamento tributário.


Somente simulações personalizadas revelarão qual regime representará a menor carga tributária no cenário pós-Reforma.

Como advogados podem se preparar desde já para o IVA em 2026?

A preparação começa com um diagnóstico fiscal detalhado: regime atual, despesas, contratos, notas fiscais, CNAE e possíveis créditos. Essa análise revela riscos, inconsistências e oportunidades de economia. O passo seguinte é realizar simulações com base no IVA, comparando cenários de Simples, Presumido e Real.


Escritórios também devem revisar contratos de locação, prestação de serviços e parcerias para garantir que estejam adaptados ao novo modelo tributário. Cláusulas de repasse de tributos, descrição de serviços e natureza das operações precisam ser atualizadas para evitar impostos indevidos.


Outro aspecto essencial é organizar documentação: todas as notas fiscais devem ser emitidas corretamente, e sistemas financeiros precisam estar preparados para operar com CBS e IBS. Sem isso, o escritório pode perder créditos e pagar mais imposto.


Por fim, contar com acompanhamento especializado é indispensável. A transição para o IVA exige conhecimento técnico e planejamento minucioso.

Conclusão

Porque o IVA mudará totalmente a forma de tributar serviços jurídicos, e quem deixar para 2026 enfrentará riscos elevados de pagar mais impostos, perder créditos e sofrer com inconsistências fiscais. O planejamento antecipado permite que escritórios escolham o regime ideal, economizem e iniciem 2026 com segurança.


A Montezzi Contabilidade auxilia advogados em Santos a revisar regime tributário, analisar impactos do IVA, organizar documentação e implementar estratégias de economia fiscal adaptadas ao novo sistema.

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