Montezzi Contabilidade • 2 de janeiro de 2026

Planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo

Planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo

O planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo ajuda a reduzir impostos, escolher o melhor regime fiscal e preparar a clínica para as mudanças da Reforma Tributária em 2026.

O planejamento tributário é essencial para consultórios odontológicos em São Paulo, sobretudo diante da chegada da Reforma Tributária e das mudanças previstas para 2026. Hoje, muitos consultórios estão enquadrados no Simples Nacional ou no Lucro Presumido, mas essas escolhas podem deixar de ser vantajosas dependendo do porte da clínica, do volume de despesas e do perfil dos serviços prestados. Por isso, revisar a estrutura fiscal é indispensável para evitar aumento na carga tributária.


Com a criação da CBS e do IBS, a forma de calcular impostos sobre serviços odontológicos mudará significativamente. A nova legislação altera a incidência, amplia o aproveitamento de créditos e padroniza alíquotas, tornando necessário analisar cada detalhe da operação do consultório. Sem essa análise, o odontólogo pode pagar mais do que deveria após 2026, especialmente se não souber aproveitar créditos ou ajustar seu CNAE corretamente.


Além disso, consultórios odontológicos lidam com despesas relevantes como aluguel, materiais descartáveis, EPIs, equipamentos de alto valor, esterilização e serviços terceirizados. No novo sistema tributário, muitas dessas despesas podem gerar créditos que reduzem o imposto a pagar. Porém, isso só acontece se o consultório estiver organizado e com notas fiscais adequadas e classificações corretas.


Por fim, o planejamento tributário garante previsibilidade financeira, evita surpresas fiscais e permite que a clínica odontológica atue com mais segurança e competitividade. Com apoio contábil especializado, o consultório pode reduzir custos, melhorar margens e se preparar estrategicamente para o novo cenário tributário.

Qual é o melhor regime tributário para consultórios odontológicos em São Paulo?

A escolha do regime tributário depende do faturamento, da estrutura de custos e do número de dentistas na sociedade. O Simples Nacional costuma ser vantajoso para consultórios menores, principalmente aqueles com equipe reduzida e despesas operacionais mais enxutas. No entanto, para clínicas com faturamento crescente, o fator R e as faixas de tributação podem tornar o Simples menos atrativo.


O Lucro Presumido é comum entre consultórios odontológicos de médio porte, pois oferece cálculos simplificados e alíquotas previsíveis. Porém, o Presumido não permite aproveitamento de créditos, o que pode ser um problema no contexto da Reforma Tributária. Consultórios com custos elevados têm risco de pagar mais impostos nesse regime.


O Lucro Real é indicado para clínicas maiores, com muitos dentistas, equipamentos modernos, alto volume de materiais e despesas relevantes. Isso porque o Real permite deduzir custos e aproveitar créditos, reduzindo o imposto efetivo quando bem gerido. Para consultórios odontológicos estruturados, pode ser a opção mais vantajosa após 2026.


A definição final do regime deve ser feita por meio de simulações personalizadas, comparando cargas tributárias nos três cenários à luz da CBS e do IBS.

Como a Reforma Tributária impacta consultórios odontológicos em SP?

A Reforma Tributária traz uma mudança profunda na forma como os impostos serão calculados. Para os consultórios odontológicos, o impacto dependerá principalmente da quantidade de despesas dedutíveis e da organização fiscal existente. A CBS substituirá PIS e COFINS, e o IBS substituirá ISS e ICMS, criando um sistema unificado.


Consultórios que hoje atuam no Lucro Presumido podem sentir aumento de carga tributária caso não consigam aproveitar créditos suficientes. Já clínicas que investem em tecnologia, equipamentos modernos e materiais de qualidade tendem a se beneficiar, pois o novo sistema permite créditos mais amplos. Esse ponto torna a odontologia um setor com grande potencial de economia após a transição.


Além disso, a Reforma extingue conflitos de competência entre estados e municípios, altera alíquotas e padroniza tributos. Em São Paulo, onde o ISS costuma ter alíquotas entre 2% e 5%, a transição para o IBS poderá representar mudança relevante no valor mensal pago pelo consultório.


O impacto exato dependerá das simulações individuais, que devem ser iniciadas antes de 2026.

Quais despesas podem gerar créditos para reduzir impostos do consultório?

No novo modelo tributário, os créditos terão papel essencial no planejamento tributário odontológico. Consultórios que mantêm registros organizados e classificação fiscal correta poderão reduzir significativamente seus impostos. A odontologia, por lidar com insumos e materiais constantes, tende a se beneficiar dessa mudança.

Despesas comuns de consultórios odontológicos que podem gerar créditos

  • Compra de materiais odontológicos e EPIs.
  • Aquisição e manutenção de equipamentos (cadeiras, RX, scanner, autoclaves).
  • Serviços terceirizados (limpeza, marketing, laboratórios, suporte digital).
  • Aluguel da clínica, energia elétrica, internet e telefone.
  • Softwares odontológicos, contábeis e de gestão.



Para que esses créditos sejam válidos, as notas fiscais devem estar corretamente categorizadas, com NCM e CNAE alinhados à atividade. A falta de padronização pode resultar em glosas e aumento de custos.


Organizar essa documentação é um passo crítico antes da virada para 2026.

Consultórios odontológicos no Simples Nacional devem revisar o regime para 2026?

Sim. Embora muitos consultórios optem pelo Simples pela praticidade, a Reforma Tributária pode tornar esse regime menos vantajoso para certos perfis. Consultórios com despesas elevadas, estrutura maior, multiprofissionais ou clínicas em expansão podem ter carga menor fora do Simples — especialmente se conseguirem aproveitar créditos relevantes da CBS/IBS.


Outro ponto importante é o fator R, que classifica a clínica como serviço intelectual ou prestação operacional conforme a folha. Esse fator impacta diretamente a alíquota final. Muitos consultórios que pagarão mais impostos em 2026 podem nem perceber sem análise especializada.


A decisão precisa envolver simulações comparando Simples, Presumido e Real no cenário pós-Reforma. Sem isso, o dentista corre risco de pagar mais imposto do que o necessário.

Como preparar o consultório odontológico para o planejamento tributário 2026?

O primeiro passo é realizar uma revisão completa do enquadramento fiscal, despesas, contratos e classificação de notas. Essa revisão deve identificar onde a clínica pode aproveitar créditos, onde existem riscos e quais processos precisam ser ajustados. Consultórios que se adiantam conseguem reduzir impostos já no primeiro ano do novo sistema.


Também é necessário revisar o CNAE, pois classificações incorretas podem impedir créditos ou elevar a tributação. Consultórios com múltiplas especialidades ou serviços agregados (implantes, próteses, harmonização, odontopediatria) devem alinhar suas atividades ao enquadramento correto.


A partir de 2025, consultórios devem iniciar a simulação paralela exigida pela Receita, treinando a equipe administrativa para operar com o novo sistema. Essa etapa é essencial para evitar erros quando CBS e IBS entrarem definitivamente em vigor.


Por fim, contar com um escritório de contabilidade especializado em saúde — como a Montezzi — garante a transição mais segura e econômica para 2026.

Conclusão

O planejamento tributário é o que define se o consultório pagará mais ou menos impostos após a Reforma. A odontologia é uma das áreas com maior potencial de economia por meio de créditos, mas só consultórios organizados e bem orientados conseguirão aproveitar esse benefício.


A Montezzi Contabilidade ajuda consultórios odontológicos em São Paulo a revisar regime tributário, organizar despesas, corrigir classificações, realizar simulações e garantir a melhor estratégia fiscal para 2026.

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