Montezzi Contabilidade • 9 de abril de 2024

O que fazer se ultrapassar o limite de faturamento ME?

O que fazer se ultrapassar o limite de faturamento ME

Se ultrapassar o limite de faturamento do ME, deve-se comunicar à Receita Federal imediatamente e recolher os impostos devidos no regime do Simples Nacional como microempresa.

Se ultrapassar o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (ME), que é de R$ 130.000,00 por ano, a primeira ação é comunicar a Receita Federal. Isso deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte ao que ocorreu o excesso. A comunicação é crucial para evitar multas e complicações fiscais.


Após a comunicação, o ME será enquadrado no regime de tributação do Simples Nacional como microempresa (ME), se o faturamento anual não exceder R$ 360.000,00. Esse enquadramento altera as alíquotas e obrigações tributárias, sendo necessário adotar um novo regime contábil e realizar os devidos ajustes fiscais.


É essencial realizar o pagamento proporcional do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) referente ao mês de ultrapassagem e nos meses subsequentes, conforme o novo enquadramento tributário. O valor do DAS será calculado com base na nova faixa de faturamento, exigindo atenção para evitar erros no recolhimento.

Tem multa se ultrapassar o limite de faturamento ME?

Quando um Microempreendedor Individual (ME) ultrapassa o limite de faturamento anual estabelecido pela legislação, ocorrem implicações fiscais significativas. A principal consequência é a necessidade de recolhimento de impostos com base no faturamento excedente, além da possibilidade de reenquadramento tributário. Isso significa que o ME pode ser obrigado a migrar para outra categoria empresarial, como o Simples Nacional, se o faturamento ultrapassar o limite permitido.


Ao ultrapassar o limite de faturamento, o ME não está sujeito a uma "multa" no sentido tradicional, mas deve pagar os impostos correspondentes ao excedente com base nas alíquotas do Simples Nacional. Além disso, se o faturamento exceder 20% do limite permitido, o ME deverá recolher os impostos retroativamente ao início do ano fiscal, ajustando sua situação tributária conforme as regras do Simples Nacional.


A regularização fiscal após ultrapassar o limite de faturamento envolve não apenas o pagamento de impostos adicionais, mas também a atualização da categoria empresarial do ME. Se essa regularização não for realizada dentro do prazo estipulado pela Receita Federal, o empreendedor pode sofrer sanções, incluindo multas e juros sobre o valor dos tributos devidos, decorrentes do atraso no pagamento.


Portanto, embora não exista uma "multa" específica por ultrapassar o limite de faturamento como ME, as consequências financeiras incluem o pagamento de impostos sobre o faturamento excedente e potenciais multas por atraso na regularização fiscal. É crucial que os microempreendedores mantenham controle rigoroso sobre o faturamento anual para evitar surpresas fiscais e garantir a conformidade com as obrigações tributárias.

Quais os riscos de não regularizar a situação, após ultrapassar o limite de faturamento como ME?

Ao ultrapassar o limite de faturamento estabelecido para o Microempreendedor Individual (MEI), e não regularizar a situação, o empreendedor se expõe a diversos riscos, principalmente no âmbito fiscal. O primeiro risco é a desqualificação do regime do MEI, o que implica na necessidade de transição para o regime tributário do Simples Nacional ou outro mais complexo, dependendo do faturamento excedente. Isso acarreta em uma carga tributária maior e mais obrigações acessórias.


O segundo risco envolve a incidência de multas e juros sobre os valores devidos, decorrentes do não pagamento dos tributos apropriados ao novo enquadramento fiscal. Isso ocorre porque o faturamento que excede o limite legal do MEI deve ser tributado conforme as alíquotas e regras do regime subsequente, geralmente o Simples Nacional. A não regularização implica em atraso nesses pagamentos, sujeitando o empresário a penalidades financeiras.


Além das questões tributárias, a falta de regularização pode levar à impossibilidade de emissão de notas fiscais e ao bloqueio de atividades comerciais. Isso significa que o MEI que ultrapassa o limite e não se regulariza pode encontrar dificuldades para realizar vendas ou prestar serviços de maneira formal, impactando diretamente na operação e credibilidade do negócio.


A não regularização da situação fiscal do ME que ultrapassa o limite de faturamento pode resultar em problemas com a fiscalização federal, estadual e municipal. Essa situação pode levar a auditorias, com a consequente aplicação de sanções que vão desde multas até a possibilidade de interdição do estabelecimento ou atividade. Portanto, é fundamental que o empreendedor regularize sua situação o quanto antes para evitar tais complicações e garantir a continuidade saudável de seu negócio.

COMPARTILHE O CONTEÚDO

Como empresas de Entretenimento devem emitir NF com IBSCBS na Reforma Tributária 2026 em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, empresas de entretenimento em São Paulo devem padronizar emissão de NF, cadastros e descrição de serviços/produtos para atravessar a transição IBS/CBS sem retrabalho, rejeições e inconsistências fiscais.
Contabilidade para empresas de Tecnologia em São Paulo: IBS/CBS e precificação de projetos/serviços
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, empresas de tecnologia em São Paulo precisam ajustar a precificação de projetos e serviços considerando IBS/CBS, regime tributário, custos reais e provisões para proteger margem e caixa.
Como preparar o BPO financeiro para IBS/CBS em 2026 para empresas de Logística e Transporte
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, o BPO financeiro para logística e transporte em Santos precisa reforçar conciliação, controle de recebíveis e provisão de impostos para atravessar a transição IBS/CBS sem travar o caixa.
Outsourcing contábil na transição IBS/CBS para empresas de Logística e Transporte em Santos
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Na transição IBS/CBS em 2026, o outsourcing contábil em Santos ajuda empresas de logística e transporte a padronizar documentos, conciliar operações e reduzir riscos fiscais, evitando retrabalho e travas na apuração.
Qual a melhor tributação para empresas de Marketing com a Reforma Tributária 2026
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, a melhor tributação para empresas de marketing em São Paulo depende do regime (Simples, Presumido ou Real), da margem, da folha e da organização fiscal/financeira para atravessar a transição IBS/CBS sem perder caixa.
BPO financeiro para empresas de Tecnologia em 2026 em São Paulo: Como proteger o caixa com IBS/CBS
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, o BPO financeiro em São Paulo ajuda empresas de tecnologia a proteger o caixa com rotina de conciliação, provisões e controle de tributos na transição IBS/CBS, evitando surpresas no fluxo de caixa.
Como advogados em Santos podem se preparar para a chegada do IVA em 2026?
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
Advogados em Santos podem se preparar para o IVA em 2026 revisando o regime tributário, organizando despesas, simulando a incidência da CBS e IBS e ajustando cadastros e contratos para reduzir impactos da Reforma Tributária.
Como consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos no ano de 2026
Por Marcio Montezzi 2 de janeiro de 2026
Consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos em 2026 ao revisar o regime tributário, aproveitar créditos da CBS e IBS e reorganizar despesas e enquadramento fiscal antes da Reforma Tributária.
Os impactos da nova regra tributária em 2026 nos alugueis e arrendamentos
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
A nova regra tributária em 2026 muda a tributação de aluguéis e arrendamentos ao aplicar CBS e IBS, alterar créditos, bases de cálculo e custos operacionais para empresas e profissionais.
Planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
O planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo ajuda a reduzir impostos, escolher o melhor regime fiscal e preparar a clínica para as mudanças da Reforma Tributária em 2026.