Marcio Montezzi • 24 de maio de 2024

Como contabilizar despesas de construção civil?

Como contabilizar despesas de construção civil

Para contabilizar despesas de construção civil, é essencial categorizar todos os custos como diretos e indiretos, alocá-los a projetos específicos usando códigos de centro de custo, e manter uma documentação rigorosa de todas as transações.

Contabilizar despesas de construção civil requer uma abordagem organizada e metódica para garantir que todos os gastos sejam adequadamente registrados e classificados. Inicialmente, é crucial categorizar as despesas em diretas e indiretas. As despesas diretas incluem todos os custos diretamente vinculados à obra, como materiais de construção e mão de obra, enquanto as despesas indiretas abrangem itens como administração e transporte.


É importante utilizar um sistema contábil que permita a alocação precisa dos custos aos projetos específicos. Isso envolve o uso de códigos de projeto ou centros de custo para cada obra, facilitando o rastreamento e a análise dos gastos. A documentação precisa ser meticulosa, com todas as notas fiscais, recibos e contratos sendo arquivados e categorizados de acordo com o projeto relevante.


Durante a fase de construção, é essencial realizar atualizações periódicas no registro contábil para refletir os gastos realizados. Essas atualizações devem ser feitas pelo menos mensalmente e mais frequentemente em projetos de grande escala. Isso permite ajustes em tempo real no orçamento e facilita a identificação de desvios nos custos previstos.


Ao final da obra, uma revisão detalhada de todos os registros contábeis deve ser feita para assegurar que todas as despesas foram adequadamente registradas e classificadas. Isso é vital para a avaliação financeira do projeto e para a elaboração de relatórios precisos. Esses relatórios ajudam na tomada de decisões futuras e na prestação de contas a investidores e reguladores.

Como contabilizar obras de construção civil em andamento?

Para contabilizar obras de construção em andamento, é crucial estabelecer um sistema de acompanhamento detalhado para cada projeto. As despesas devem ser registradas como ativo não-circulante sob a conta "Construção em Andamento" até que a obra seja concluída. É importante separar os custos em materiais, mão de obra e despesas indiretas, atribuindo-os ao projeto específico através de códigos de custo.


Durante o processo de construção, todas as aquisições e gastos devem ser meticulosamente documentados com notas fiscais e recibos. Esses documentos precisam ser analisados e categorizados corretamente, garantindo que os valores sejam registrados nas datas corretas. Isso permite a atualização constante do sistema contábil e a verificação precisa do fluxo de caixa do projeto.


O controle dos custos é feito por meio de comparações periódicas entre os gastos realizados e o orçamento inicial. Essas revisões ajudam a identificar possíveis sobrecustos ou economias, ajustando o planejamento financeiro conforme necessário. A contabilidade deve refletir claramente os custos acumulados e mostrar o progresso financeiro da obra.


Ao finalizar a construção, o valor acumulado na conta "Construção em Andamento" deve ser transferido para "Imobilizado", representando a conclusão do ativo. É essencial que esta transferência seja acompanhada de uma revisão detalhada para assegurar que todos os custos foram alocados corretamente e que o ativo está devidamente avaliado e documentado para futuras depreciações.

Como contabilizar despesas com colaboradores em obras de construção?

A contabilização das despesas com colaboradores em obras de construção começa pela correta classificação desses custos. Os salários e encargos trabalhistas dos colaboradores diretamente envolvidos na construção são registrados como custos diretos do projeto. É fundamental que cada pagamento esteja vinculado a um centro de custo específico do projeto, permitindo uma alocação precisa.


Para o registro contábil, é necessário documentar todas as horas trabalhadas pelos colaboradores, utilizando folhas de ponto ou sistemas eletrônicos de controle de jornada. Esses registros devem ser verificados e aprovados periodicamente para garantir a acuracidade antes da execução da folha de pagamento. Esses custos são então registrados no balanço sob a rubrica "Custos de Construção em Andamento" até a conclusão da obra.


Além dos salários, os encargos sociais e benefícios, como FGTS, INSS e vale-transporte, também devem ser contabilizados. Esses são tratados como parte do custo do trabalho e devem ser inclusos no momento da ocorrência, assegurando que os custos totais refletem todas as obrigações legais e contratuais com os empregados.


Ao final do projeto, esses custos são transferidos do "Custos de Construção em Andamento" para "Ativo Imobilizado", integrando o custo total do projeto construído. Essa transferência deve ser acompanhada de uma revisão cuidadosa para assegurar que todos os custos de mão de obra foram alocados corretamente, facilitando a análise de rentabilidade do projeto e o atendimento às normas contábeis.

COMPARTILHE O CONTEÚDO

Como advogados em Santos podem se preparar para a chegada do IVA em 2026?
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
Advogados em Santos podem se preparar para o IVA em 2026 revisando o regime tributário, organizando despesas, simulando a incidência da CBS e IBS e ajustando cadastros e contratos para reduzir impactos da Reforma Tributária.
Como consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos no ano de 2026
Por Marcio Montezzi 2 de janeiro de 2026
Consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos em 2026 ao revisar o regime tributário, aproveitar créditos da CBS e IBS e reorganizar despesas e enquadramento fiscal antes da Reforma Tributária.
Os impactos da nova regra tributária em 2026 nos alugueis e arrendamentos
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
A nova regra tributária em 2026 muda a tributação de aluguéis e arrendamentos ao aplicar CBS e IBS, alterar créditos, bases de cálculo e custos operacionais para empresas e profissionais.
Planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
O planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo ajuda a reduzir impostos, escolher o melhor regime fiscal e preparar a clínica para as mudanças da Reforma Tributária em 2026.
Planejamento tributário 2026 para profissionais liberais em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
O planejamento tributário 2026 para profissionais liberais em São Paulo envolve revisar regime fiscal, simular impactos da CBS e IBS e ajustar despesas, créditos e contratos para reduzir a carga tributária.
Como a Reforma Tributária muda o cálculo dos impostos para clínicas e consultórios em SP
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
A Reforma Tributária muda o cálculo dos impostos para clínicas e consultórios em SP ao substituir tributos atuais por CBS e IBS, alterar bases de cálculo, alíquotas e créditos, impactando custos e planejamento fiscal.
Qual o melhor regime tributário após a reforma para clínica odontológicas em Santos
Por Montezzi Contabilidade 4 de dezembro de 2025
O melhor regime tributário para clínicas odontológicas em Santos após a reforma dependerá de custos, faturamento e créditos possíveis com a CBS e o IBS.
Como médicos em Santos podem reduzir impostos antes da mudança para CBS e IBS
Por Dr. Montezzi Contabilidade 4 de dezembro de 2025
Médicos em Santos podem reduzir impostos antes da CBS e IBS com diagnóstico tributário, organização financeira e escolha estratégica do regime para 2026.
Checklist tributário 2026 para prestadores de serviços em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 4 de dezembro de 2025
O checklist tributário 2026 ajuda prestadores de serviços em São Paulo a organizar finanças, revisar regime e se preparar para a migração à CBS e ao IBS.
Contabilidade em São Paulo para psicólogos que farão migração de regime tributário em 2026
Por Montezzi Contabilidade 4 de dezembro de 2025
Psicólogos em São Paulo podem migrar de regime tributário em 2026 com segurança ao avaliar custos, créditos da reforma e o impacto da CBS e do IBS no faturamento.