Marcio Montezzi • 16 de março de 2025

Quais são os passos para mudar de MEI para ME?

Quais são os passos para mudar de MEI para ME

Mudar de MEI para ME envolve enquadramento fiscal, alteração no CNPJ, emissão de novas licenças e atualização de cadastros.

Mudar de MEI (Microempreendedor Individual) para ME (Microempresa) é um processo que exige planejamento e atenção a detalhes burocráticos. O primeiro passo é avaliar se a mudança é necessária, considerando fatores como faturamento, número de funcionários e complexidade das operações. O MEI tem um limite de faturamento anual de R$ 81 mil (em 2023) e permite apenas um empregado. Se sua empresa ultrapassar esses limites, a mudança para ME pode ser a melhor opção.


O segundo passo é escolher o enquadramento fiscal adequado para a ME. As opções incluem o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. O Simples Nacional é o mais comum para microempresas, pois unifica o pagamento de impostos em uma única guia. No entanto, é importante consultar um contador para escolher o regime que melhor se adapta às suas necessidades.


Após definir o enquadramento fiscal, é necessário solicitar a alteração do CNPJ na Receita Federal. Isso envolve a atualização do cadastro, incluindo a mudança de enquadramento de MEI para ME. Além disso, é preciso emitir novas licenças e alvarás, como a inscrição municipal e a licença de funcionamento, dependendo da atividade da empresa.


Por fim, é essencial atualizar os cadastros em órgãos como a Previdência Social e a Secretaria da Fazenda. Isso inclui a regularização de funcionários, se houver, e a adequação às obrigações fiscais e trabalhistas da ME. Com todos os passos concluídos, sua empresa estará pronta para operar como uma Microempresa, com mais flexibilidade e oportunidades de crescimento.

Passo a passo para mudar de MEI para ME

  1. Avalie a necessidade da mudança: Verifique se o faturamento ou o número de funcionários ultrapassa os limites do MEI.
  2. Escolha o enquadramento fiscal: Defina se sua empresa será optante do Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
  3. Solicite a alteração do CNPJ: Faça a alteração cadastral na Receita Federal, atualizando o enquadramento para ME.
  4. Emita novas licenças: Obtenha a Inscrição Municipal, o Alvará de Funcionamento e outras licenças necessárias.
  5. Atualize os cadastros: Regularize a empresa na Previdência Social e na Secretaria da Fazenda.
  6. Cumpra as obrigações fiscais e trabalhistas: Emita notas fiscais, registre funcionários e mantenha a contabilidade em dia.

Quando é necessário mudar de MEI para ME?

Quando é necessário mudar de MEI para ME

A mudança de MEI para ME é necessária quando o negócio ultrapassa os limites estabelecidos para o Microempreendedor Individual. O MEI tem um limite de faturamento anual de R$ 81 mil (em 2023) e permite apenas um empregado. Se sua empresa começar a faturar acima desse valor ou precisar contratar mais funcionários, a mudança para ME se torna obrigatória.


Além disso, a mudança pode ser vantajosa se o negócio começar a exigir operações mais complexas, como a emissão de notas fiscais para outros estados ou a necessidade de um regime tributário diferente. O ME oferece mais flexibilidade e possibilidades de crescimento, mas também exige o cumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas mais rigorosas.


Exemplo: Um MEI que atua no ramo de consultoria e começa a faturar R$ 100 mil por ano precisa mudar para ME para regularizar sua situação e evitar multas da Receita Federal.

Como escolher o enquadramento fiscal ao mudar para ME?

Ao mudar de MEI para ME, é fundamental escolher o enquadramento fiscal adequado. As opções mais comuns para microempresas são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. O Simples Nacional é o regime mais utilizado por microempresas, pois unifica o pagamento de impostos em uma única guia, simplificando a gestão tributária.


No entanto, a escolha do regime depende das características do negócio. O Simples Nacional é ideal para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Já o Lucro Presumido e o Lucro Real são mais indicados para empresas com faturamento mais alto ou que precisam de uma estrutura tributária mais complexa.

Quais são os documentos necessários para mudar de MEI para ME?

A mudança de MEI para ME exige a apresentação de diversos documentos, como:

  • Contrato Social da empresa (se for o caso);
  • Comprovante de endereço do estabelecimento;
  • Documentos pessoais do responsável (RG e CPF);
  • Certificado de Regularidade do MEI (emitido pelo Simples Nacional);
  • Inscrição Municipal e Alvará de Funcionamento.


Além disso, é necessário solicitar a alteração do CNPJ na Receita Federal, atualizando o cadastro para o novo enquadramento como ME. Dependendo da atividade da empresa, podem ser necessárias licenças específicas, como a Licença Sanitária ou a Licença Ambiental.


Exemplo: Um MEI que atua no ramo de alimentação precisará de uma Licença Sanitária para operar como ME, além dos documentos básicos.

Como solicitar a alteração do CNPJ para ME?

A alteração do CNPJ para ME é feita por meio do Portal da Receita Federal. O processo envolve:

  1. Acessar o portal e preencher o formulário de alteração cadastral;
  2. Informar o novo enquadramento como Microempresa;
  3. Anexar os documentos necessários, como o Contrato Social e o Comprovante de Endereço;
  4. Pagar as taxas correspondentes, se houver.



Após a solicitação, a Receita Federal analisará o pedido e, se tudo estiver correto, emitirá o novo CNPJ com o enquadramento de ME. É importante acompanhar o processo para garantir que não haja pendências.


Exemplo: Um MEI que atua no ramo de serviços pode solicitar a alteração do CNPJ online, anexando o Contrato Social e o Comprovante de Endereço do novo estabelecimento.

Quais são as obrigações fiscais e trabalhistas da ME?

Ao mudar de MEI para ME, a empresa passa a ter obrigações fiscais e trabalhistas mais complexas. Isso inclui:

  • Emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e);
  • Pagamento de impostos federais, estaduais e municipais;
  • Registro de funcionários na Previdência Social;
  • Elaboração de documentos trabalhistas, como folha de pagamento e carteira de trabalho.


Além disso, a ME deve manter uma contabilidade regularizada, com a elaboração de balanços e demonstrações financeiras. É essencial contar com o apoio de um contador para garantir o cumprimento de todas as obrigações.


Exemplo: Uma ME no ramo de comércio precisa emitir NF-e para todas as vendas, além de registrar seus funcionários e pagar os encargos trabalhistas mensalmente.

Quais são os custos de mudar de MEI para ME?

A mudança de MEI para ME envolve custos como:

  • Taxas de alteração do CNPJ na Receita Federal;
  • Emissão de licenças e alvarás municipais;
  • Honorários contábeis para a elaboração do Contrato Social e a regularização fiscal;
  • Impostos mensais, que variam conforme o enquadramento fiscal escolhido.


O valor total depende do porte da empresa e da complexidade dos processos. No entanto, é importante considerar que os benefícios de operar como ME, como a possibilidade de faturar mais e contratar mais funcionários, podem compensar os custos iniciais.


Exemplo: Uma empresa que muda de MEI para ME pode gastar em média R$1.500 a R$3.000 com taxas e honorários, além dos impostos mensais.

COMPARTILHE O CONTEÚDO

Como empresas de Entretenimento devem emitir NF com IBSCBS na Reforma Tributária 2026 em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, empresas de entretenimento em São Paulo devem padronizar emissão de NF, cadastros e descrição de serviços/produtos para atravessar a transição IBS/CBS sem retrabalho, rejeições e inconsistências fiscais.
Contabilidade para empresas de Tecnologia em São Paulo: IBS/CBS e precificação de projetos/serviços
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, empresas de tecnologia em São Paulo precisam ajustar a precificação de projetos e serviços considerando IBS/CBS, regime tributário, custos reais e provisões para proteger margem e caixa.
Como preparar o BPO financeiro para IBS/CBS em 2026 para empresas de Logística e Transporte
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, o BPO financeiro para logística e transporte em Santos precisa reforçar conciliação, controle de recebíveis e provisão de impostos para atravessar a transição IBS/CBS sem travar o caixa.
Outsourcing contábil na transição IBS/CBS para empresas de Logística e Transporte em Santos
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Na transição IBS/CBS em 2026, o outsourcing contábil em Santos ajuda empresas de logística e transporte a padronizar documentos, conciliar operações e reduzir riscos fiscais, evitando retrabalho e travas na apuração.
Qual a melhor tributação para empresas de Marketing com a Reforma Tributária 2026
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, a melhor tributação para empresas de marketing em São Paulo depende do regime (Simples, Presumido ou Real), da margem, da folha e da organização fiscal/financeira para atravessar a transição IBS/CBS sem perder caixa.
BPO financeiro para empresas de Tecnologia em 2026 em São Paulo: Como proteger o caixa com IBS/CBS
Por Montezzi Contabilidade 3 de fevereiro de 2026
Em 2026, o BPO financeiro em São Paulo ajuda empresas de tecnologia a proteger o caixa com rotina de conciliação, provisões e controle de tributos na transição IBS/CBS, evitando surpresas no fluxo de caixa.
Como advogados em Santos podem se preparar para a chegada do IVA em 2026?
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
Advogados em Santos podem se preparar para o IVA em 2026 revisando o regime tributário, organizando despesas, simulando a incidência da CBS e IBS e ajustando cadastros e contratos para reduzir impactos da Reforma Tributária.
Como consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos no ano de 2026
Por Marcio Montezzi 2 de janeiro de 2026
Consultórios de psicologia podem pagar menos impostos em Santos em 2026 ao revisar o regime tributário, aproveitar créditos da CBS e IBS e reorganizar despesas e enquadramento fiscal antes da Reforma Tributária.
Os impactos da nova regra tributária em 2026 nos alugueis e arrendamentos
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
A nova regra tributária em 2026 muda a tributação de aluguéis e arrendamentos ao aplicar CBS e IBS, alterar créditos, bases de cálculo e custos operacionais para empresas e profissionais.
Planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo
Por Montezzi Contabilidade 2 de janeiro de 2026
O planejamento tributário para consultórios odontológicos em São Paulo ajuda a reduzir impostos, escolher o melhor regime fiscal e preparar a clínica para as mudanças da Reforma Tributária em 2026.